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Rodoanel atropela a Lei |
| | O Rodoanel Mário Covas (que em projeto anterior, de 1989, recebeu o nome de Via Perimetral Metropolitana) é uma via expressa com 170 km de extensão que cortará 19 municípios da região metropolitana de São Paulo, interligando dez eixos rodoviários troncais a um custo estimado de 8 bilhões de reais. Caracteriza-se na obra de maior custo hoje em andamento no país. Seu traçado, como está proposto, causará forte impacto em áreas vulneráveis e sensíveis como a região dos mananciais e da Serra da Cantareira, área declarada como componente da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo assim reconhecido pela Unesco. |
| Rodoanel
promove o aumento da mancha urbana - A
obra está sendo estudada e executada por trechos ou "fatias" de tal
forma que o chamado "trecho Oeste", com 32 km de extensão, foi entregue
ao uso público também por segmentos. O trecho mais próximo da Cantareira assim
como do Parque Estadual do Juquery é o “lote 6” (de 5.476 m) recém-inaugurado,
que termina em Laranjeiras, município vizinho de Caieiras, já nos limites da Serra.
Em todo o seu traçado o Rodoanel causará maior ou menor impacto em mais
de 100.000 cidadãos, sendo que milhares terão suas moradias engolidas pela obra
e muitas serão reassentadas, como já acontece no trecho Oeste. Depois, as
ocupações irregulares vão proliferar. E já começaram, assim como a especulação
imobiliária, ampliando do pior modo essa grande ferida na crosta terrestre em
que São Paulo se transformou. | ![]() |
| SP em foto de satélite, 1991: quanto mais roxo, mais poluído |
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| Procedimentos
discutíveis
- Juridicamente a implantação do Rodoanel é frágil
e seus procedimentos são, no mínimo, discutíveis diante da legislação que lhe
diz respeito. Além disso, faltam abrangência e consistência aos critérios de planejamento
para uma obra de tamanha envergadura. Prova disso é que as informações disponíveis
têm se revelado contraditórias. Nenhuma dessas tentativas levava em conta que a cidade não aceita passivamente ações imediatistas e desligadas de sua vivência, de sua topografia, de suas qualidades ambientais e culturais, de sua memória e referenciais significativos. E nenhuma delas levava em conta as necessidades do total da população, mas apenas das parcelas mais ricas da sociedade. |
| Atual traçado:Trechos Norte e Sul, os mais polêmicos |
Desenvolvimento
justo e equilibrado - As
preocupações com a qualidade de vida rejeitam visões estreitas como as que têm
vigorado, entre elas o enfoque rodoviarista da questão urbana. Hoje são necessárias
propostas abrangentes e integradoras para que as cidades tenham um desenvolvimento
justo e equilibrado.
Em
seu despacho ele diz o seguinte: "... impossível, a seu turno, o fatiamento
do projeto, já que o impacto deste deve ser analisado e relatado em um único Estudo
de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (EIA/RIMA) pelo menos
no trecho nacional da hidrovia“, como foi noticiado no jornal O Estado de São
Paulo, em 20 de dezembro de 2000. O Parecer do Instituto Florestal - Os Estudos de Impacto Ambiental foram concluídos no seu todo em maio de 2002, com a elaboração dos relatórios sobre os trechos Norte, Leste e Sul. A partir desse momento o Conselho Consultivo do Parque Estadual da Cantareira formulou um documento solicitando ao Diretor do IF, Valdir Decicco, um Parecer do Instituto Florestal sobre o Rodoanel. Assim, em Portaria publicada no Diário Oficial do Estado (26/07/02) foi nomeado o grupo de estudos para analisar os EIAs (são dezesseis volumes). Este grupo é composto por técnicos do IF: Sebastião Fonseca César, Rodrigo Antonio Victor, João Régis Guillaumaon, Kátia Mazzei, Caetano Berzaqui, Maria Resende, Hélio Ogawa, Hyroyassu Uehara, Isabel Mattos, Geraldo Franco, Marilda Eston, Fernando Déscio, Dimas Silva, Rui Marconi Pfeiffer. |