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A todos os abolicionistas
ativistas e a todos que desejam libertar os animais
das torturas sistemáticas infligidas pela vivissecção
Lembro:
• que obtivemos vitória de caráter internacional
conseguindo a aprovação da lei que proibe
a vivissecção
• que do mundo inteiro continuam chegando mensagens
de repúdio ao veto do prefeito de Blumenau
à lei
• que todas as entidades abolicionistas do mundo enviaram
apoio oficial à lei
• que não podemos perder o foco e o fôlego
para continuar a lutar pela derrubada do veto
• que a experimentação animal é
a pior de todas as crueldades as quais os animais
são submetidos
• quem se omite em relação ao tema está
compactuando com os torturadores
• desde a aprovação da lei venho participando
de palestras contra a vivissecção
• está claro para mim que os vivissectores
estão apavorados
• temos chance : agora depende só de nós
a aprovação da lei
Peço:
• que estejam todos em estado de alerta
• precisarei de presença maciça na câmara
quando da apreciação do veto
• que mantenham as mensagens de apoio à lei,
mesmo às vésperas das eleições
E reitero:
A aprovação desta lei é corte
epistemológico na defesa dos direitos dos animais.
É imperioso que não poupemos esforços.
E que todos os que se compadecem dos animais se unam
em torno do mesmo objetivo. A chance é única,
e tive que trabalhar muito para consegui-la
Os animais
que neste momento estão gemendo nas jaulas
só têm a nós para libertá-los
Claudio Cavalcanti
Apoio
a Claudio Cavalcanti:
Eu, Renata Bucciarelli, jornalista (SP), deixo aqui
bem claro o meu apoio a Claudio Cavalcanti.
Precisaríamos de muitos, mas muitos claudios
cavalcantis para atingir o nosso objetivo. Infelizmente
temos só um, então apóio essa
causa, que pode ser o começo de um país
com leis mais justas para homens e animais racionais;
sim, "racionais", pois os animais com certeza
são por vezes muito mais racionais que os homens.
Animal defende a sua cria (quantas crianças
achadas em sacos, rodoviárias, no lixo...),
defendem o seu dono com a própria vida se necessário
(eu já vivi isso), animais estimulam com seu
carinho as crianças - inclusive as com deficiência
- a se sentirem melhores (existem várias matérias
sobre o tema), animal não abandona, animal
não julga, não trai.
Quantos já conheci que desabotoam as baínhas
de suas espadas para que a nação não
se esqueça das torturas da ditadura... Da dor
que sentiram os torturados. Então, por que
o Brasil não protege os seus animais???
Qual será a medida da dor??? Qual será
a medida da dor??? Pensem nisso, porque é muito
sério. Os animais sentem dor, sentem frio,
fome, tristeza, sentem desamparo.
Estamos permitindo que acabem com o nosso verde, nossa
amazônia, nossa mata atlântica, já
permitimos que detonassem os índios (os primeiros
donos desta terra). A culpa é nossa. Deixamos
que os nossos governantes façam o que bem entendem.
Mas está na hora do "basta". Agora,
já.
Não deixaremos que nosssos animais sucumbam,
nem que morram à míngua, muito menos
que sejam torturados, "que sintam dor",.Esta
é uma questão de dignidade, ética
e humanidade.
Enfrente um animal em pé de igualdade e você
verá que não é tão forte
assim.
Renata Bucciarelli*
Jornalista - São Paulo/SP
A
carta a seguir, que foi enviada ao Estado de Sta.
Catarina (que já é famoso não
só no turismo, mas na crueldade para com os
animais - incluindo a farra do boi), se aplica a todos
os estados, a todo o Brasil, a todos os países,
a todos os seres que se dizem humanos, racionais e
com ética. *** Ps. Claro que não obtive
nenhuma resposta...
São Paulo, 21 de novembro de 2005
Por
meio desta venho demonstrar meu protesto e repúdio
às práticas experimentais cometidas
dentro do curso de Técnica Operatória
do curso de Medicina da FURB, em Blumenau/Santa Catarina,
sob responsabilidade do Prof. Romualdo Izon Heil.
Denúncias anônimas apontam para procedimentos
experimentais inadequados e cruéis, onde 150
cães saudáveis são submetidos
anualmente a experimentos invasivos, são mantidos
vivos no pós-operatório com dipirona
(administrado por estudantes) e são reutilizados
em experimentos posteriores. Tais procedimentos submetem
o animal a um grau elevado de sofrimento e estresse,
além de não contar com acompanhamento
de veterinários - o que é previsto pela
Resolução 714 do Conselho Federal de
Medicina Veterinária (CFMV). Somada a isso,
a Resolução do CFMV acima citada acrescenta
em seu artigo 7º: "Os procedimentos de eutanásia,
se mal empregados, estão sujeitos à
legislação federal de crimes ambientais".
A lei de crimes ambientais (9605/98) define claramente,
em seu artigo 32: "Praticar ato de abuso, maus
tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos
ou domesticados, nativos ou exóticos. §1o
- Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência
dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins
didáticos ou científicos, quando existirem
recursos alternativos".
Nos Estados Unidos, 107 das 127 faculdades de medicina
não utilizam animais em seus currículos,
incluindo as renomadas faculdades de Harvard, Yale,
Tufts e Washington. Um estudo recente feito nos EUA
mostrou que 25% dos estudantes de medicina se opõem
ao "cão de laboratório" e
que o número de estudantes descontentes com
o uso de animais tende a ser maior do que o número
de estudantes que expressam seus sentimentos, por
medo de
perseguições ou represálias.
A American Medical Student Association (AMSA) passou
duas resoluções exigindo às Universidades
fornecerem alternativas aos "animais de laboratório"
para estudantes com objeções "morais
ou pedagógicas" e tem condenado "o
poder de intimação sobre estudantes
de medicina, forçando-os a participar de aulas
e práticas que usam animais
vivos" ( http://www.amsa.org/about/ppp/vivi.cfm).
E, na Inglaterra, praticamente nenhuma faculdade de
medicina utiliza animais vivos para o ensino de técnica
cirúrgica desde 1876
(http://www.internichebrasil.org/literatura/dmorton.htm).
Estudantes
têm o direito de se expressar quando são
obrigados a fazer algo que viole seus princípios.
Uma parte de ser um bom médico é viver
sob os princípios que motivaram uma pessoa
a trabalhar na área da saúde e sob aqueles
que tem como primeiro conteúdo ético
"não provocar sofrimento" - de Hipócrates.
Todo estudante é qualificado para decidir o
que é certo e o que é errado, de acordo
com os seus princípios morais pessoais. Estudantes
devem ser aptos a questionar e objetar a uma parte
do programa que é desnecessária, ultrapassada
e/ou violem sua ética.
O estudo de alternativas a tais práticas desumanas
e ultrapassadas deve ser estimulado dentro desta respeitada
instituição, a fim de garantir um estudo
de melhor qualidade para o estudante e evitar o sofrimento
e o extermínio de animais em práticas
cruéis.
Alguns sites podem oferecer grande ajuda neste debate,
com informações úteis a respeito
de alternativas:
http://www.internichebrasil.org/tecnicacir.htm
http://www.interniche.org/
http://www.institutoninarosa.org.br/ensino.html
http://www.learningwithoutkilling.info/
http://www.pcrm.org/resch/meded/index.html
Será
uma questão de tempo até que tais práticas
sejam algo da qual a humanidade ainda se envergonhará
de ter cometido.
Atenciosamente,
Renata
Bucciarelli*
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